segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

capa

RELATÓRIO
DE
SEARA
DA
CIÊNCIA

3ºM
EQUIPE 3



NOME: Nº
ALAN BARROS SERRA 02
NAYANA FELIX DE SOUZA 32
JULIANA DA MOTA SOARES 27
JONATHA COSTA DE SOUZA 24
MISSELENA DIAS UCHOA 30

historia

Gentilândia


A Gentilândia é uma localidade da cidade de Fortaleza. Faz parte do Bairro Benfica - e corresponde ao quadrilátero urbano compreendido entre as avenidas da Universidade, Treze de Maio, Expedicionários e Eduardo Girão. Seu nome deriva do sobrenome "Gentil", família que durante décadas deteve as terras que hoje formam a comunidade.

Aspectos Históricos

Alguns caminhos que ligavam localidades do interior do estado ao centro da cidade de Fortaleza foram ocupados, no século XIX, por chácaras de famílias abastadas, muitas vindas de outros municípios.
Ao contrário do sítio, onde a produção agrícola era mais intensa, nas chácaras o abastecimento era feito através dos serviços e comércio da cidade, embora os moradores pudessem manter algumas atividades como a criação de galinhas e plantação de hortas. Este foi o primeiro tipo de ocupação dos terrenos que hoje em dia compõem os bairros da Gentilândia e do Benfica.
As ruas de terra do lugar, naquela época, eram parte do caminho percorrido pelo gado que vinha de Messejana, Parangaba e do sertão em direção ao matadouro municipal. Por esta motivo poucas famílias instalavam-se na região, evitando a poeira e o estrume causados pelos bois.
Após desinstalação do matadouro, que se mudou para outra parte da cidade, José Gentil Alves de Carvalho comprou a chácara da família Garcia. Vindo de Sobral, o patriarca acumulura algum capital com a venda de produtos agrícolas e passou a investir em negócios do setor secundário e terciário. Virou banqueiro e dono de imobiliária. Loteou terrenos vizinhos a sua chácara, construi casas de vila para alugar e de tão poderoso, fez do nome próprio o sobrenome da família toda e construiu um pequeno império ao redor de sua mansão, a Gentilândia.
A casa da chácara, um chalé térreo, foi reformada anos depois de sua aquisição pelos Gentil. Foi modificada a sua fachada, ganhou alguns metros em profundidade e um segundo piso. As obras ergueram também um muro alto ao redor do terreno que abrigava outras casas da família construídas para os filhos de Gentil. As construções secundárias vieram abaixo quando, em 1955, a mansão foi comprada pela Universidade Federal do Ceará mediante nagociação da ordem de Cr$ 500.000,00.
Embora algumas construções tenham sido demolidas, muitas delas foram preservadas. O solar da família Gentil foi ampliado e transformado em sede da Reitoria; outros casarões passaram a abrigar as Casas de Cultura Estrangeira, as Pró-Reitorias e alguns blocos didáticos.
Entre as inúmeras curiosidades históricas está o fato da Gentilândia ter sido o bairro onde surgiram algumas das primeiras empresas de transporte coletivo de passageiros de Fortaleza, como a Empresa Santo Antônio, criada por pioneiros que moravam no bairro e vislumbraram naquele setor uma oportunidade de negócios e de, ao mesmo tempo, prestar um relevante serviço para a população. Das várias empresas do setor de transportes surgidas no bairro, a Santo Antônio é uma das poucas que continua em operação.
Bairro Universitário
A Gentilândia abarca boa parte dos 13 hectares do Campus do Benfica da Universidade Federal do Ceará. No bairro estão instaladas a Reitoria e as pró-reitorias de Planejamento, Extensão, Administração e Assuntos Estudantis; a Superintendência de Recursos Humanos; o Centro de Humanidades; a Faculdade de Educação; o Departamento de Arquitetura e Urbanismo, bibliotecas e as Casas de Cultura Estrangeira . Outras instalações da universidade são: algumas Residências Universitárias, a Procuradoria Geral, Ouvidoria, Auditoria Interna, Seara de Ciência e CETREDE , além de equipamentos culturais como o Museu de Arte, Rádio Universitária, Concha Acústica e a Editora e Imprensa Universitária. A sede do “Sindicato dos trabalhadores da UFC - SINTUFC” também está localizada no bairro, não distante da Reitoria.
Além dessas instalações da UFC, a Gentilândia também abriga o Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará – CEFET; o Cursos de Línguas Estrangeiras do CEFET – CLEC; bem como algumas escolas de ensino fundamental e médio. É válido informar também que o Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará, localizado na Avenida Luciano Carneiro, é próximo da Gentilândia, estando a poucos minutos “a pé”.
Religião e Espiritualidade
A Igreja dos Remédios está há décadas presente no bairro, seja como capela (inaugurada em 1910) ou como paróquia (1934). Edificada às margens da atualmente conhecida como “Avenida da Universidade”, foi uma das construções que “assistiu” à ocupação e crescimento da Gentilândia.
Localizadas a alguns metros da Igreja, estão duas instituições religiosas ligadas à Igreja Católica: o “Instituto das Filhas de São José” e o “Dispensário dos Pobres do Sagrado Coração”, que faz parte da “Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo”.
Também no bairro encontra-se a presença de um prédio da instituição Seicho No Ie, que se identifica como uma filosofia que transcende o sectarismo religioso, pois acredita, de acordo com o site do grupo, que todas as religiões são luzes de salvação que emanam de um único Deus.
Memorial da Gentilândia
O bairro ganhou, no dia 15 de dezembro de 2006, o Memorial da Gentilândia, cuja proposta é descrever, por meio de fotografias e depoimentos, diversos aspectos que formam a história daquele lugar, como a origem do nome, a educação, os prédios, as personalidades do bairro dentre outros.
O Memorial, com o apoio de Elmo Vasconcelos Júnior, professor doutor da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e pesquisador, foi organizado por um grupo de antigos moradores que se reúnem semanalmente para beber, comer e conversar sobre diversos assuntos, especialmente sobre o bairro. Esses senhores chamam seu grupo de “Confraria a Gentilândia”. A mensagem de boas-vidas que compõe o Memorial reconhece o lugar como um elemento de ligação entre o momento atual do bairro e seu passado, este visto não como algo distante, mas sim como momentos que se fazem presentes e “vivos” por meio da memória do bairro e de seus moradores:
A criação de um memorial constitui a ponte entre o passado e o presente, por isso, ainda vivo na memória individual e coletiva daqueles que foram os responsáveis pela formação da identidade cultural da Gentilândia. Para aqueles que idealizaram este projeto, no caso os componentes da confraria da Gentilândia, haverá sempre a possibilidade de visitas ao passado de forma permanente, pois o memorial localiza-se no mesmo ponto das suas reuniões semana (...) (Trecho da mensagem de boas vindas colocada ao lado da entrada do Memorial).
As Praças
A localidade Gentilândia, que pertence ao Bairro Benfica, possui duas praças: A Pracinha da Gentilândia e a Praça João Gentil.
Todos os dias a Pracinha da Genilândia abriga, a partir do fim da tarde, barracas de alimentação que atraem não apenas os moradores do bairro, mas também estudantes e pessoas de outros lugares da cidade, que estacionam seus carros nas bordas da praça e os deixam aos cuidados dos “flanelinhas”. Além disso, pequenos estandes de artesanato são montados três dias por semana em um espaço reservado para eles.
Às sextas feiras a Praça da Gentilandia torna-se um ponto de encontro, para jovens homo e bissexuais, que ali se reúnem, e conversam, namoram enfim, tornando um ponto de lazer, para eles, já que não possuem muitos. O que os atrapalha, são os arrastões que lá acontecem, quase que todos os dias. No dia 25 de abril de 2008, houve a I Conferencia GLBTTT de Fortaleza, sediada na Praça João Gentil, que agora tornou-se o novo ponto de encontro para esses jovens, que lutam para terem seus direitos reconhecidos.
Aos sábados e domingos, nesta praça, acontece a tradicional Feira da Gentilândia: uma feira-livre que há décadas ajuda a abastecer as casas do bairro e de regiões próximas. Ao longo do tempo muitas de suas características: passou a ocupar cada vez menos espaço na praça; a variedade de produtos diminuiu consideravelmente; a feira não é mais imprescindível para o abastecimento dos lares do bairro da mesma forma que antes; o tempo de duração é mais curto, dentre outras mudanças. A instalação de dois supermercados – Pão de Açúcar e São Luiz – de um Shopping Center e de outros estabelecimentos comerciais a poucos metros do bairro possivelmente contribuíram para essas mudanças observadas na feira. Apesar destas adversidades, a Feira da Gentilândia continua "viva" e fazendo parte do cotidiano do bairro.
A Praça João Gentil possui uma quadra para a prática de esportes, um pequeno parque com gangorras e balanços para as crianças, mesas e cadeiras de cimento criadas para a prática de jogos de tabuleiro, além de espaços no meio da praça para a vegetação gramínea. Ela abriga os blocos de carnaval em fevereiro e alguns shows esporádicos. Nesta praça também acontecem todas às manhãs e tardes uma atividade promovida pela prefeitura, que consiste na prática de exercícios físicos pelos moradores sob a instrução de um professor.
Os bares
Outra forma de comércio muito comum no bairro e que persiste há décadas são os bares. Mais que um estabelecimento no qual se pode comprar e consumir bebidas alcoólicas, aqueles lugar é a oportunidade de se encontrar com amigos, conversar, jogar, ouvir música, cantar... Os bares, que abrigaram inúmeras noites de boemia na antiga Gentilândia, continuam a ser freqüentados por muitos dos visitantes de antigamente. Além disso, novos clientes freqüêntam os bares, especialmente torcedores de futebol e estudantes. "Bar do Beto", "Bar do Chaguinha" e "Bar do Assis" são algumas das "bodegas" que há décadas fazenm parte do bairro e contribuíram para a construção do seu cotidiano e de sua memória.
Esporte
O bairro possui uma quadra poli esportiva: o Ginásio Municipal Aécio de Borba. Fundado em 1979, recebe diversas competições esportivas, bem como outros tipos de eventos, como shows municipais e a “apuração” dos desfiles das escolas de samba de Fortaleza.
Próximo ao ginásio encontra-se o Estádio Municipal Presidente Vargas (PV) que desde 1941 abriga boa parte dos jogos do Campeonato Cearense de Futebol, bem como partidas de competições de nível nacional disputadas por clubes cearenses. A presença deste estádio faz do futebol um tema muito presente no cotidiano do bairro, seja nas conversas entre amigos nas calçadas e bares, seja na presença maciça de torcedores em dias de jogo. Esses torcedores compõem boa parte da clientela do comércio formal (bares, restaurantes) e informal (vendedores de churrasco no espeto, comerciantes de camisas com a marca de times, cambistas...).
A Gentilândia possuiu um clube de futebol próprio: o Gentilândia Atlético Clube, vencedor do "Torneio Início" de 1959 e do Campeonato Cearense de Futebol de 1956.
O bairro também abrigou, até o começo dos anos 1960, a sede do Fortaleza Esporte Clube, na Rua Júlio César.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

geografia

Domínio da caatinga
Corresponde à região da depressão sertaneja nordestina, comclima quente e semi-árido e típica vegetação de caatinga formadapor cactáceas, bromeliáceas e árvores.Destaca-se o extrativismo vegetal de fibras, como o caroá, osisal e a piaçava.A bacia do São Francisco atravessa o domínio da caatinga etem destaque pelo aproveitamento hidrelétrico e pelos projetos deirrigação no seu vale, onde a produção de frutas (melão, manga,goiaba, uva) tem apresentado expansão.A tradicional ocupação da caatinga é a pecuária extensiva decorte, com baixo aproveitamento.No domínio da caatinga, aparecem os inselbergs, ou morrosresiduais, resultantes do processo de pediplanação em clima semiárido.

Desertificação

Desertificação é o fenómeno que corresponde à transformação de uma área num deserto. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, a desertificação é "a degradação da terra nas regiões áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas, resultante de vários fatores, entre eles as variações climáticas e as atividades humanas". Considera as áreas suscetíveis aquelas com Índice de Aridez entre 0,05 e 0,65. A ONU adotou o dia 17 de Junho como o Dia Mundial de Combate à Desertificação.O processo de desertificaçãoO termo desertificação tem sido muito utilizado para a perda da capacidade produtiva dos ecossistemas causada pela atividade humana. Devido às condições ambientais, as atividades econômicas desenvolvidas em uma região podem ultrapassar a capacidade de suporte e de sustentabilidade. O processo é pouco perceptível a curto prazo pelas populações locais. Há também erosão genética da fauna e flora, extinção de espécies e proliferação eventual de espécies exóticas.Origina-se, no caso de desertos arenosos, a partir do empobrecimento do solo e conseqüente morte da vegetação, sendo substituída por terreno arenoso. No caso dos desertos polares, a causa evidente é a temperatura extremamente baixa daquelas regiões.Nas regiões semi-áridas e semi-úmidas secas, a ação humana intensifica os processos de desertificação. As atividades agropecuárias insustentáveis são responsáveis pelos principais processos: a salinização de solos por irrigação, o sobre-pastoreio e o esgotamento do solo pela utilização intensiva e insustentável dos recursos hídricos por procedimentos intensivos e não adaptados às condições ambientais, além do manejo inadequado na agropecuária.O crescimento demográfico e a consequente demanda por energia e recursos naturais também exerce pressão pela utilização intensiva do solo e dos recursos hídricos.As consequências deste processo geram grandes problemas econômicos. Em primeiro lugar, reduz a oferta de alimentos. Além disto, há o custo de recuperação da área degradada. Do ponto de vista ambiental, a perda de espécies nativas é uma consequência funesta. Finalmente, os problemas sociais: a migração das populações para os centros urbanos, a pobreza, o desemprego e a violência. Isto gera um desequilíbrio entre as diversas regiões mundiais, uma vez que as áreas suscetíveis à desertificação encontram-se em regiões pobres, onde já há uma desigualdade social a ser vencida.Desertificação no mundo=O risco de desertificação atinge 33% da superfície terrestre, envolvendo uma população de 2,6 bilhões de pessoas. Na África , são 200 milhões de pessoas atingidas pelo processo ns região subsahariana. As adaptações a estas mudanças provocam mais pressões sobre o uso do solo, aumentando sua degradação pelo manejo inadequado.[editar] Desertificação no BrasilNo Brasil, as áreas suscetíveis à desertificação são as regiões de clima semi-árido ou sub-úmido seco, encontrados no Nordeste brasileiro e norte de Minas Gerais. Situam-se nesta região suscetível 1201 municípios, numa área de 1.130.790,53 km², 710.437,30 km² (62,8 %) de clima semi-árido e 420.258,80 km² (37,2 %) de clima subúmidos secos.São quatro os núcleos de desertificação intensa, que abrangem uma área de 18.743,5 km2: Gilbués-PI, Irauçuba-CE, Seridó-RN e Cabrobó-PE. O semi-árido brasileiro também apresenta em 10% de sua área processos graves de desertificação.Para combater estes efeitos foi criado o Programa de Ação Nacional de combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN), sob coordenação da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. O programa envolve poderes públicos e a sociedade civil para definir diretrizes e ações para combater e previnir a desertificação no país

biologia

Poriferos
O filo Porífera é constituído por animais pluricelulares que apresentam poros na parede do corpo. São conhecidas cerca de 5 mil espécies de poríferos, todos aquáticos. Eles são predominantemente marinhos (minoria em água doce), sendo encontrados desde o nível das praias até uma profundidade de 6 mil metros.
Os poríferos são animais sésseis, fixando-se sobre rochas, conchas, etc. Apresentam formas variadas, sendo assimétricos ou de simetria radial. As maiores esponjas medem 2 metros, mas há espécies minúsculas de l mm. Embora pluricelulares, os poríferos têm uma estrutura corporal diferente dos demais metazoários. As suas células possuem um certo grau de independência e não se organizam em tecidos. A parede do corpo é constituída por 2 camadas celulares. A camada externa é formada por células achatadas (pinócitos). Entre os pinócitos, há células maiores e alongadas que se estendem desde a parede externa até a parede interna. São os porócitos, células que possuem um canal em seu interior, que permite a entrada de água do exterior para a espongiocela, através da abertura chamada óstio.
A camada interna é formada por células flageladas providas de um colarinho, formação membranosa que envolve o flagelo. Essas células, chamadas coanócitos, revestem a esponjiocela ; o batimento de seus flagelos faz com que a água existente em seu interior da cavidade saia pelo ósculo. Entre as camadas internas e externas há uma mesênquima gelatinosa, nas quais se encontram células e espículas. As células são dotadas de movimentos ameboides e por isso são denominadas amebócitos.
Cnidários
Cnidários são animais aquáticos radialmente simétricos com uma extremidade do corpo exibindo uma boca circundada por tentáculos. A boca é a única abertura para a cavidade intestinal. Os cnidários apresentam-se em duas formas, a medusa, a qual representa uma adaptação à existência pelágica e o pólipo que representa uma adaptação à existência bentônica fixada. Organização colonial desenvolveu-se em muitos grupos polipóides. Cnidários são primitivos por não possuírem órgãos, por não apresentarem células epiteliais e musculares completamente diferenciadas, e pela origem essencialmente diploblástica do corpo do adulto.
A parede do corpo consiste de uma epiderme externa, uma gastroderme interna e uma mesogléia entre as duas. Esta última pode ser fina ou espessa, celular ou acelular. Uma estereogástrula ciliada de vida livre, chamada plânula, ocorre no ciclo vital da maioria dos cnidários.
A maioria alimenta-se de zooplâncton embora alguns utilizem animais maiores e outros ainda alimentam-se de material suspenso finamente particulado. A presa é capturada pelos tentáculos e imobilizada por células explosivas chamadas cnidócitos as quais são peculiares a este filo. A digestão é inicialmente extracelular e depois intracelular,
Os neurônios são usualmente arranjados como uma rede nervosa na base das camadas epidérmica e gastrodérmica e a transmissão de impulsos tende a ser radiante, As junções sinápticas são normalmente não-polarizadas.
Molusculos
Os moluscos são animais de corpo mole, viscoso, não segmentado, sem apêndices articulados, triblásticos, com uma cavidade geral (celoma), simetira bilateral, dividindo em três partes: cabeça, pe e massa visceral. Geralmente apresentam uma concha calcarea.

Sistema tegumentário

Esse animais possuem epitélio simples, as vezes ciliado e muito rico em células glandulares, cujas secreção torna o tegumento úmido e mole. A parte do tegumento que recobre a massa visceral forma uma dobra, chamada manto ou pallium, que secreta a concha. Chama-se cavidade pateleal ao espaço compreendido entre o manto e a superfecie do corpo (nessa cavidade se aloja o aparelho respiratório dos moluscos).
A concha consiste em uma camada orgânica externa (periostraca); uma camada media (primastica) constituída por cristais prismaticos de aragonia e uma camada interna ( nacarada), lisa e brilhante, conhecida como madrepérola.
A concha pode ser univalve, quando formada por uma so peça (caramujos e caracis), e bivalve, quando formada por duas peças, que se adaptavam e articulam (ostras e mariscos).

Sistema respiratório

A respiraçao pode ser: cutânea, branquial e pulmonar. As bransquiasa estão alojadas na cavidade paleal. A respiração pulmonar ocorre em gastrópodes terrestres (caracóis); os pulmões são constituídos por um sistema de vasos sanguineos muito ramificados que se sepalham no teto da cavidade pateleal a há uma comunicação com o exterior através de um orifício chamado pneumostoma.
Os pelecípodes são animais filtradores. A água cirdante que penetra na cavidade do manto carrega as partículas úteis são ingeridas pela boca.

Sistema digestorio

E do tipo completo e compreende: boca, faringe, esôfago, estomago,intestino e anus. Na parte basal da faringe musculosa há uma lamina quitnosa denominada radula, portadora de dentículos, dirigidos para trás e próprios para ralar os alimentos. E um órgão exclusivo dos moluscos e ausente na classe Pelecipodes. Tem como glândulas anexas, o fígado e as glândulas salivares.

Sistema circulatório

E do tipo laculanar. O coração tem posição dorsal, aparece no interior de uma cavidade pericardica e recebe o sangue proveniete dos órgãos respiratórios por intermédio de veias. Pode ter um ou dois átrios e um ventrículo, de onde o sangue e distribuídos aos tecidos. O sistema circulatório, apesar do desenvolvimento de arterias, veias e capilares, e sempre aberto, comunicando-se com lacunas sanguinas, situadas em vários órgãos.

Sistema excretor

A excreção é feita por irns (nefrideos modifcados), que retiram os excretas da cavbidade periférica e eliminam na cavidade pateleal, de onde passam para o exterior.

Sistema nervoso

E do tipo ganglionar, existindo 3 pares de gânglios nervosos: cerebroides, pediais e viscerais, os quais coordenam, respectivamente, as funções: sensórias, locomotora e vegetativa.
Os órgãos sensoriais são : estatocistos (equilíbrio), células tácteis, quimiorreceptoras e os olhos, muito desenvolvidos nos cefalóides.

Reprodução

Nos moluscos há casos de hermafroditismo, mas geralmente sao de sexos separados. Nos hermafroditas ocorre fecundação cruzada, como nos caracóis e caramujos que,que ao copularem, se estimulam mutuamente enterrando um no outro o “dardo do amor”. Alem disso, possuem uma gônada hermafrodita, a ovotestis. Essa glândula pode produzir espermatozóide e óvulos.
A copulação e recíproca; o pênis de cada caracol penetra na vagina do outro conjugante, transferido o esper matozoide. O desenvolvimento dos ovos é direto.

Localização

Vivem nos mais variados ambientes. Há espécies em terra úmida: caracóis, lesmas; marinhos, fixos em rochas, como ostras e mariscos; livres, no fundo sobre a areia, caramujos, que possuem espécies de água doce e de água salgada; de natação ativa: lulas e polvos. São facilmente encontrados nas praias, em rios e lagos ou no ambiente terrestre.
Astropodes
Os artrópodes agrupam mais de 800 mil espécies, quantidade que supera todos os demais filos reunidos. São adaptáveis em diferentes ambientes, tem uma grande capacidade de reprodução, é muito eficiente em suas funções naturais e no caso das abelhas, formigas e cupins tem uma perfeita organização social.
Os artrópodes são invertebrados que possuem patas articuladas, tem uma carapaça protetora externa, que é o seu esqueleto.
Ao crescer, eles fazem a muda que nada mais é do que abandonar o esqueleto velho e pequeno e fabricar outro, novo e maior. Este fenômeno ocorre várias vezes para que o animal possa chegar a fase adulta.
Os artrópodes, no entanto, não possuem apenas patas articuladas, mas sim todas as suas e extremidades, como as antenas e as peças bucais. Os seus membros inferiores são formados por partes que se articulam, ou seja, que se movimentam umas em relação às outras: os seus pés se articulam com suas pernas, que se articulam também com suas coxas, que também se articulam com os ossos do quadril.
CLASSIFICAÇÃO DOS ARTRÓPODES: Os artrópodes podem ser classificados em cinco classes principais, usando como critério o número de patas.

Nº de patas
Classe
Exemplos
6
Insetos
Barata, Mosquito
8
Aracnídios
Aranha, escorpião
10
Crustáceos
Camarão, Siri
1 par por seguimento.
Quilópodes
Lacraia
2 par por seguimento.
Diplópodes
Piolho de cobra
Equinodermos
Os Echinodermatas (gr. echinos, espinhos + derma, pele) constituem um dos filos mais facilmente reconhecíveis do Reino Animal.Incluem as bem conhecidas estrelas-do-mar, pepinos-do-mar, ouriços-do-mar, serpentes-do-mar, bolachas-da-praia e lírios-do-mar.Todos são animais grandes e nenhum é parasita ou colonial.
Praticamente todos têm hábitos bentônicos e são permanentemente presos ao fundo oceânico ou se movem lentamente sobre o substrato.São peculiares entre os animais por não apresentarem cabeça, terem um esqueleto interno, larvas bilaterais que sofrem metamorfose para animais adultos de simetria radial.Todos os equinodermas são marinhos e são comuns e abundantes em todos os oceanos do mundo.
Características Gerais
Revestimento e proteção
A epiderme simples recobre o esqueleto e os espinhos (quando presentes). Os espinhos, que servem como proteção (principalmente no ouriço-do-mar), são bem alongados e às vezes providos de glândulas venenosas. Algumas espécies possuem ainda pequenas pinças (pedicelárias) que servem para defesa e para manter sempre limpa a superfície do corpo.
Sustentação e locomoção
Possuem endoesqueleto de placas calcáreas móveis (articuladas) ou fixas, freqüentemente com espinhos. As placas podem ser macroscópicas, distribuídas pelo corpo, como nos pepinos-do-mar, ou constituir uma carapaça muito resistente, como nos ouriços-do-mar. Nestes animais, a locomoção é lenta e é feita pelos pés ambulacrários e ainda por espinhos movidos por músculos.
Nutrição e digestão
O sistema digestivo é completo, exceto nos ofiúros. As estrelas-do-mar são carnívoras e predadoras, seu alimento preferido são as ostras. Apesar da potente musculatura das ostras, as estrelas-do-mar conseguem abrir-lhe as valvas, introduzir seu estômago e lançar enzimas, ocorrendo um digestão externa. Os ouriços-do-mar alimentam-se de algas, que são trituradas pelos cinco dentes calcários, que formam a lanterna de Aristóteles.
Circulação
Não possuem coração nem mesmo sistema circulatório típico. Existe, porém, um reduzido sistema de canais (canais pseudohemais), com disposição radial, onde circula um líquido incolor contendo amebócitos.
Respiração
A respiração por difusão ocorre no sistema ambulacrário. Além disso, na estrela-do-mar e ouriço-do-mar existem diminutas e ramificadas brânquias dérmicas. Na cloaca do pepino-do-mar existem túbulos ramificados, as árvores respiratórias ou hidropulmões, que acumulam água para as trocas gasosas.
Excreção
Não existe nenhum órgão especializado. Os catobólitos são levados por amebócitos aos pés ambulacrários, hidropulmões ou a qualquer estruturas exposta à água, que os elimina por difusão.
Sistema nervoso
Não há gânglios, mas sim um anel nervoso próximo à região oral, de onde saem nervos radiais.
Sentidos
Possuem células táteis na superfície do corpo. Na extremidade dos braços das estrelas-do-mar existem células fotorreceptoras.
Reprodução
São animais de sexos separados e de fecundação externa. Os órgãos sexuais são simples, existindo, geralmente, apenas gônadas sem ductos genitais. O desenvolvimento é indireto, aparecendo em cada classe um tipo característico de larva: bipinária (nas estrelas-do-mar), pluteus (ofiúros e ouriço), dolidária (crinóides) e auriculária (pepino-do-mar).
A simetria é bilateral nas larvas, passando a radial nos animais adultos. A reprodução assexuada aparece em algumas larvas que se autodividem; além disso, as estrelas-do-mar e o pepino-do-mar têm a capacidade de regenerar partes perdidas.
Classificação
Classe Crinoidea (Crinóides)
Estes equinodermos semelhantes a flores vivem desde abaixo da linha de maré baixa até profundidades abissais. O corpo é um pequeno cálice em forma de taça, de placas calcáreas, ao qual estão presos 5 braços flexíveis que se bifurcam formando 10 ou mais extremidades estreitas. Alguns possuem um pedúnculo longo, que fixa o crinóide ao fundo do mar . Boca e ânus estão presentes na superfície oral.
Alimentam-se de plâncton e de detritos, colhidos pelos tentáculos e dirigidos à boca pelos cílios. Exemplo: lírio-do-mar.
Classe Echinoidea (ouriços-do-mar e bolachas-da-praia)
Os membros desta classe têm o corpo arredondado (forma: hemisférica ou ovóide, nos ouriços-do-mar; disciforme, nas bolachas-do-mar) sem braços ou raios livres, mas possuem espinhos delgados e móveis.
Em um ouriço-do-mar comum as vísceras estão encerradas em uma carapaça. Cinco áreas (ambulacros), correspondem aos braços da estrela-do-mar, são perfuradas para uma série dupla de pés ambulacrários.
Nas placas há tubérculos baixos, arredondados, nos quais os espinhos se articulam. Entre os espinhos há pedicelárias, as quais mantêm o corpo limpo e capturam pequenas presas. Boca e ânus são centrais, mas em pólos opostos. Ouriços alimentam-se de plantas marinhas, matéria animal morta e pequenos organismos. Bolachas-da-praia alimentam-se de partículas orgânicas da areia ou do lodo através de ingestão direta ou por meio de rede de muco.
Classe Asteroidea (estrelas-do-mar)
As estrelas-do-mar abundam em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares de portos. Várias espécies vivem desde as linhas de maré até profundidades consideráveis na areia e no lodo.
O corpo de uma estrela-do-mar consiste de um disco central e cinco raios ou braços afilados. Na superfície aboral ou superior há espinhos calcários, os quais são partes do esqueleto. Brânquias dérmicas (pápulas) pequenas e moles projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respiração e excreção. Ao redor dos espinhos e pápulas há pedicelárias diminutas em forma de pinça, que mantém a superfície do corpo limpa e também auxiliam na captura de alimento. O ânus é uma abertura diminuta próxima ao centro da superfície aboral e nas proximidades do madreporito. A boca está no centro da superfície oral, ou inferior. Um sulco ambulacrário mediano, orlado de espinhos, estende-se ao longo da superfície oral de cada braço e dele protaem muitos pés ambulacrários. Na ponta de cada braço há um tentáculo táctil e uma mancha ocelar, sensível a luz.
As estrelas-do-mar alimentam-se de moluscos, crustáceos e vermes tubícolas. Algumas alimentam-se de matéria orgânica em suspensão. Animais pequenos e ativos, mesmo peixes, ocasionalmente podem ser capturados pelos pés ambulacrários e pedicelárias e levados à boca. Quanto à reprodução, óvulos e espermatozóides são postos na água do mar, onde ocorre a fecundação. A clivagem é rápida, total, igual e indeterminada. A larva originada possui simetria bilateral e passa por diferentes fases. Estrelas-do-mar sofrem acidentes na natureza e podem soltar um braço (autotomia) quando manuseadas rudemente, mas os braços regeneram-se prontamente.
Classe Ophiuroidea (ofiúros)
Os ofiúros têm um disco pequeno, arredondado, com 5 braços distintos, longos, delgados, articulados e frágeis. No braço há um ramo do sistema ambulacrário. Os pés ambulacrários são ventrolaterais, sem ventosas. Eles são sensitivos, auxiliam na respiração e podem levar alimento à boca. Não há pedicelárias e brânquias dérmicas. Todos os órgãos digestivo e reprodutores estão no disco. A boca fica no centro da superfície oral. Não ha ânus.
Vivem desde água rasa a profunda, algumas vezes, escondendo-se embaixo de pedras ou plantas marinhas ou no lodo e areia, tornando-se ativos à noite. Movem-se por movimentos serpenteantes rápidos. Alimentam-se de pequenos crustáceos, moluscos e outros animais e detritos do fundo; podem servir de alimentos a peixes. Ex.: serpente-do-mar.
Classe Holothuroidea (Holotúrias)
Em oposição aos outros equinodermos, as holotúrias têm o corpo delgado, alongado em um eixo oral-aboral. A boca é circundada por 10 a 30 tentáculos que são modificações de pés ambulacrários bucais encontrados em outros equinodermos. Algumas holotúrias apresentam 2 zonas longitudinais de pés ambulacrários na região dorsal, de função táctil e respiratória. O lado ventral tem tipicamente três zonas de pés ambulacrários, com ventosas, que servem para a locomoção.
As holotúrias movem-se como lesmas no fundo do mar ou cavam no lodo ou areia da superfície deixando somente as extremidades do corpo expostas, quando perturbadas, contraem-se lentamente. O alimento é de material orgânico dos detritos do fundo, que é empurrado para a boca ou de plâncton aprisionado em muco nos tentáculos. As holotúrias frequentemente são os invertebrados dominantes nas partes mais profundas dos oceanos e muitos taxa são restritos a águas profundas. Ex.: pepino-do-mar.
Cordados
Os cordados, diferentemente dos outros animais, possuem notocorda. É a única estrutura de um animal capaz de superar o poder da armadura exoesqueletal dos artrópodes, talvez perdendo apenas para a própria coluna vertebral, que é uma evolução da notocorda.
Alguns tipos de cordados conseguem evoluir suas notocordas para o estágio de coluna vertebral, tornando-se então a zelite do Reino Animal e de toda a Biologia, conseqüentemente. Trata-se dos vertebrados, o principal subfilo dos cordados. Quanto aos outros subfilos, eles costumam ser solenemente ignorados pelos livros, afinal não representam nada para o mundo e nem mesmo o Greenpeace ou o Ibama notariam uma possível extinção dentro deles. E este artigo não pretende ser diferente.

Digestão

O início do processo digestivo se dá na boca, com a mastigação. A trituração e umidificação do alimento, (com o auxílio da saliva) o transforma em bolo alimentar. É nesta etapa do processo que se inicia a quebra do amido, um tipo de açúcar (carboidratos).
A faringe (pequeno tubo comum ao aparelho digestivo e respiratório) está junta a ossos e cartilagens que auxiliam na deglutição (ato de engolir).
Depois de passar pela faringe, o alimento se desloca por um tubo alongado e muscular chamado esôfago. O bolo alimentar é empurrado pelo esôfago por meio dos movimentos peristálticos, que nada mais são que contrações musculares.
Ao final do esôfago encontra-se o estômago, o órgão mais popular quando o assunto é digestão, que tem formato de bolsa. No estômago começa a quebra das proteínas e gorduras.
Logo depois do estômago, está a porção duodenal do intestino delgado. (Todo o aparelho digestório pode ser tido como um grande tubo contínuo, porém alargado em algumas porções). No intestino delgado é continuada a quebra das proteínas e carboidratos, além da absorção dos mesmos pelo organismo.
Na seqüência dos órgãos, o intestino delgado é seguido do intestino grosso. Nele é feita a boa parte da absorção da água que existe nos alimentos. É também no intestino grosso que o bolo alimentar vai se transformando em fezes, que é todo o material não absorvido pelo organismo e que será eliminado.
Chegamos ao final do processo digestivo: depois do intestino grosso, as fezes passam pelo reto, um canal que se abre no ânus, orifício por onde as fezes serão eliminadas.

ingles

Histórico
O Curso de Cultura Britânica foi criado na gestão do magnífico Reitor Antônio Martins Filho, em 4 de dezembro de 1964, através da Resolução Nº 166, do Conselho Universitário, com o nome de Centro de Cultura Britânica. O centro teve suas atividades iniciadas em 2 de agosto de 1965, sendo o Coordenador Geral dos Cursos de Cultura o professor Newton Teophilo Gonçalves. Posteriormente o Centro de Cultura Britânica integrou-se a Faculdade de Letras pelo Plano Básico de Restauração da Universidade Federal do Ceará, aprovado pelo Decreto Nº 68.279, de 20 de fevereiro de 1968, e depois, ao Centro de Humanidades, pelo Decreto Nº 72.882, de 2 de março de 1973. Nesta ocasião mudou sua denominação para Casa de Cultura Britânica.
Com o intuito de valorizar as Casas de Cultura Estrangeira e colocá-las em situação compatível com sua elevada missão cultural dentro do Centro de Humanidades e no contexto geral da própria Universidade, o Reitor Paulo Elpídio de Menezes Neto propôs, com a devida aprovação do Conselho Universitário, o regimento das Casas de Cultura Estrangeira.
As atuais Casas de Cultura Estrangeira (05/CONSUNI, 27/0881) são continuadoras dos antigos Centros de Cultura Estrangeira, inaugurados na década de 60, pelo prof. Pe. Francisco Batista Luz, quando o mesmo era Diretor da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Criados oficialmente por decisão do Conselho Universitário, os antigos Centros de Cultura Estrangeira estão hoje sob responsabilidade da Coordenadoria Geral das Casas de Cultura Estrangeira (09/CONSUNI de 29/10/93), da direção do Centro de Humanidades e da Pró-Reitoria de Extensão. Seis unidades foram inauguradas ao longo de sete anos. Foram elas em ordem cronológica assim inauguradas: Centro de Cultura Hispânica, Alemã, Italiana, Britânica, Portuguesa e Francesa. Mais tarde foram criados os Cursos de Esperanto e Russo.Até junho de 1979 o corpo docente das Casas de Cultura Estrangeira era pago como horista ou bolsista. Na gestão do Reitor Paulo Elpídio de Menezes Neto foi publicado o Decreto-Lei Nº 5.540, de 28/11/81 que instituiu a carreira de magistério para professores de 1º e 2º graus dentro da Universidade Federal do Ceará. O novo decreto criou também a progressão por tempo de serviço e por titulação, a exemplo do que era feito no Magistério Superior.
O Objetivo das Casas de Cultura é difundir os valores culturais dos países a que cada uma das Casas se refere junto à comunidade e ainda servir de Colégio de Aplicação para os alunos de Prática de ensino dos cursos de graduação em Letras, em colaboração com o Departamento de Letras Estrangeiras;
A exemplo do que acontece com os professores de 3º grau, os professores das Casas de Cultura Estrangeira são admitidos mediante concurso público com 40 h/DE. O processo de seleção dos mesmos é composto das seguintes provas: currículo, escrita e cultura estrangeira. É imprescindível a formação acadêmica do professor efetivo na área de Letras, com habilitação específica na área de ensino de uma língua estrangeira. Atualmente, o corpo docente das Casas de Cultura estrangeira busca excelência profissional em cursos de aperfeiçoamento e Pós-Graduação. As Casas de Cultura Estrangeira já contam com grande número de especialistas, mestres, mestrandos e doutorandos.
Devido ao grande número de aposentadorias ocorridas nos últimos 4 anos, bem como a impossibilidade de se realizar concurso público para o preenchimento das vagas existentes, o corpo docente tem contado com o apoio de professores substitutos, contratados temporariamente através de seleção pública para suprir as necessidades imediatas. As Casas contam também com a presença de um professor visitante-leitor (nativo do país o qual a casa representa) pelo período de 4 anos.
O nível de escolaridade mínima exigida para ingresso é o 1º grau maior completo. Há também a distribuição de 3 (três) vagas por turma para professores das Casas de Cultura (ativos e inativos) e professores e funcionários do corpo técnico administrativo e de apoio da UFC.
As Casas de Cultura têm processos de seleção para ingresso similares, contudo, pode-se verificar pequenas diferenças que se justificam pela procura e pelos objetivos a serem alcançados por cada um dos cursos que as Casas oferecem.
Para aqueles que nunca tiverem a experiência de estudar uma língua estrangeira existe o teste de admissão. Planejado e executado pela Comissão Coordenadora do Vestibular (CCV), o exame consiste de uma prova de conhecimentos gerais e português.
Para aqueles que já estudaram uma língua estrangeira e desejam ingressar do semestre II ao semestre VI do cursos básico existe o Teste de Nível. Planejado e executado sob a orientação de um coordenador subordinado à Diretoria do Centro de Humanidades, o exame consiste de uma prova de conhecimentos específicos referente ao idioma e semestre pretendido pelo candidato.
Para aqueles que terminaram já terminaram um Curso Básico, as Casas de Cultura Britânica e Alemã oferecem cursos mais avançados. A CCB oferece preparatórios para os exames internacionais da universidade de Cambridge (FCE, CAE), o Curso Preparatório para o TOEFL, e ainda o Upper Intermediate Course. Neste caso, a seleção se dá através de um concurso intitulado 'Seleção para Cursos Específicos' – Planejado e executado sob a orientação de um coordenador subordinado à Diretoria do Centro de Humanidades.
A CCB atende ainda todos os cursos de pós-graduação da UFC e alguns de faculdades públicas e privadas no que se refere à comprovação de compreensão leitora, também conhecida como Exame de Proficiência. O Exame de Proficiência é exigido para todos os alunos de pós-graduação. Com material próprio e professores altamente qualificados nesta área, a CCB procura atender à comunidade acadêmica e à sociedade em geral tanto no desenvolvimento desta habilidade, quanto na comprovação da mesma através de exames especialmente desenhados para tanto. Caso o aluno de pós-graduação já saiba ler textos em inglês, pode submeter-se diretamente ao exame. Caso não saiba ou não consiga passar no exame, a CCB oferece o Curso de Inglês Instrumental para ensiná-lo a ler de forma eficiente em sua área de conhecimento ou área de estudo.

quimica

AS REAÇÕES ORGÂNICAS
1- Rupturas de ligações
Nas reações orgânicas é muito comum a formação de grupos intermediários instáveis, sendo, portanto, de existência transitória, nos quais o carbono não tem efetuadas suas quatro ligações. Estes grupos se originam da ruptura de ligações entre átomos, que pode ocorrer de modo homogêneo ou heterogêneo.
1.1) Ruptura Homolítica:
Quando a ruptura é feita igualmente, de modo que cada átomo fique com seu elétron original da ligação, temos uma ruptura homolítica, que resulta na formação de radicais livres. Radical livre, portanto, é um átomo ou grupo de átomos com elétrons desemparelhados, e têm carga elétrica igual a zero. As rupturas homolíticas frequentemente ocorrem em moléculas apolares ou com baixa diferença de eletronegatividade entre os átomos das ligações e exigem alta energia. Veja o exemplo abaixo:
1.2) Ruptura Heterolítica:
Quando a ruptura é feita de modo desigual, ficando o par eletrônico com apenas um dos átomos da ligação, temos uma ruptura heterolítica, resultando na formação de íons. As rupturas heterolíticas frequentemente ocorrem em ligações polarizadas, em presença de solventes polares, à custa de pouca energia. Veja os seguintes exemplos:
a) Rompendo-se heteroliticamente a ligação entre o carbono e o bromo, de modo que o bromo, sendo mais eletronegativo, leve consigo o par eletrônico, temos a formação do íon brometo e do carbocátion.
b) Rompendo-se heteroliticamente a ligação entre o carbono e o hidrogênio, de modo que o carbono leve consigo o par eletrônico, temos a formação de um carbânion ou carboânion, e um íon H+ (próton).
2- Classificação dos reagentes
As espécies químicas que se combinam com os compostos orgânicos são classificados em dois tipos, conforme utilizem os elétrons ou os forneça para efetuar a ligação com o composto orgânico:
Reagente eletrófilo (E) - O eletrófilo é uma espécie que possui afinidade por elétrons, e se liga a espécies capazes de fornecer-lhe esses elétrons (ver teoria de Lewis). O eletrófilo pode ser um cátion ou uma molécula com deficiência eletrônica (com orbital vazio para receber um par eletrônico). Quando um eletrófilo se combina com um reagente orgânico (substrato), temos uma reação eletrofílica. Pelo conceito de Lewis, o reagente eletrófilo é um ácido e o substrato é uma base.
Reagente nucleófilo (:Nu) - O nucleófilo é uma espécie que possui par de elétrons disponíveis para efetuar uma ligação, e se liga a espécies capazes de comportar esses elétrons (ver teoria de Lewis). O nucleófilo pode ser um ânion ou uma molécula com disponibilidade eletrônica (com orbital preenchido para coordenar elétrons não-ligantes). Quando um eletrófilo se combina com um reagente orgânico, chamado de substrato (S), temos uma reação nucleofílica. Pelo conceito de Lewis, o reagente nucleófilo é uma base e o substrato é um ácido.
3- Mecanismos de reações orgânicas
Mecanismo de uma reação é a descrição das várias etapas pelas quais ela passa, como a ruptura das ligações, os ataques eletrofílicos e nucleofílicos ao reagente orgânico, a formação de novas ligações e de compostos intermediários etc. Um mecanismo proposto é sempre um modelo que se baseia em evidências experimentais, mas nem sempre é a única maneira de se explicar a formação de determinado produto. No mecanismo da reação influem fatores eletrônicos (polaridade das ligações, deslocalização de elétrons etc), fatores estéricos (presença ou não de grupos volumosos envolvendo o centro reativo da molécula etc) e a natureza do solvente. Uma reação orgânica pode ocorrer basicamente de duas maneiras: ionicamente ou via radicais livres.
Mecanismo iônico - Inicia-se com a ruptura heterolítica de uma ligação covalente, originando íons (entre eles, o carbocátion). Normalmente a ligação a ser rompida é polarizada e a reação ocorre em solvente polar. Assim, os íons formados se estabilizam por solvatação.
Mecanismo via radicais livres - Inicia-se com a ruptura homolítica de uma ligação covalente, formando radicais livres, em geral, muito instáveis, portanto, muito reativos. Por não possuírem carga elétrica, não podem ser estabilizados por solvatação, e tendem a se combinar instantaneamente com outros radicais para adquirir estabilidade.
Muitas vezes, num sistema em reação, existem, por exemplo, mais de uma espécie de nucleófilo ou eletrófilo, que então competem para a reação com o substrato. No entanto, vários fatores físicos e químicos vão determinar qual deles é que vai efetivamente reagir, como por exemplo, reagentes muito volumosos, força ácido-básica etc. Antes de se realizar uma reação, todas as características dos reagentes são verificadas e os reagentes são escolhidos convenientemente, dependendo do produto que se deseja obter. Deve-se deixar bem claro: O mecanismo de uma reação é uma maneira didática de explicar passo a passo a formação de determinado produto. Não importa se existem possibilidades de formação de outros produtos. O mecanismo tem que explicar o que aconteceu realmente na prática.
4- Classificação das reações orgânicas
Quando uma reação orgânica efetua-se em diversas etapas, é a primeira etapa que irá classificar essa reação.
4.1) Reações de Adição:
Nas reações de adição dois reagentes originam um único produto: A + B C
Adição nucleofílica - Reação comum dos compostos carbonilados, ocorre quando o substrato adiciona na primeira etapa um reagente nucleófilo.
1o etapa: adição nucleofílica
2o etapa: adição eletrofílica
Vejamos como se comporta um aldeído (ou cetona) quando em contato com HCN. Primeiramente ocorre uma cisão heterolítica do HCN, que é um ácido fraco (dissociação): HCN H+ + CN -

Adição eletrofílica - Reação comum em alcenos e alcinos, ocorre quando o substrato adiciona na primeira etapa um reagente eletrófilo:
1o etapa: adição eletrofílica
2o etapa: adição nucleofílica
Veja um exemplo:
É importante dizer que a entrada do nucleófilo se dá na posição trans em relação ao eletrófilo anteriormente adicionado. Isso ocorre devido às repulsões intereletrônicas entre os dois átomos de cloro. A posição trans é a mais estável.
4.2) Reações de Substituição:
Nas reações de substituição, o substrato tem um de seus ligantes substituído por outro: A-B + C A-C + B
Substituição nucleofílica - Essa reação é típica dos haletos, e em sua primeira etapa um dos grupos do substrato é substituído por um reagente nucleófilo.
Substituição Nucleofílica bimolecular ou de 2o ordem (SN2) - Nesse mecanismo ocorrem dois fatos importantes: ataque nucleofílico, formando um estado de transição (etapa lenta) e eliminação do grupo abandonador (etapa rápida). Nesse mecanismo, a velocidade da reação depende da concentração dos dois reagentes - o nucleófilo e o substrato. Isso porque a primeira etapa, que é lenta e por isso determina a velocidade da reação, depende dos dois reagentes para ocorrer - a formação do estado de transição. Veja um exemplo:
A reação por SN2 origina um produto cuja configuração absoluta é oposta à inicial (inversão total de configuração). Isso porque a entrada do nucleófilo (no caso do exemplo acima, o OH-) se dá em lado contrário ao grupo anbandonador (no caso do exemplo acima, o Br), devido às repulsões entre pares eletrônicos dos grupos ligantes. O carbono, incialmente tetraédrico, adquire uma estrutura radial, no estado de transição, com cinco ligantes: a ligação com o Br está sendo desfeita e, simultaneamente, está se formando a ligação com o OH. EM seguida, após a saída do Br, o carbono reassume a forma tetraédrica, mas em configuração invertida à original.
Veja abaixo alguns fatores que favorecem o mecanismo SN2:
Pressão - Como o mecanismo SN2 depende da concentração de ambos os reagentes, é fundamental um grande número de choques entre eles para que a reação ocorra. Por isso, quanto maior a pressão mais intensas serão as colisões intermoleculares.
Solvente apolar - Como o estado de transição (complexo ativado) no mecanismo SN2 é uma estrutura sem carga elétrica, um solvente polar poderia desestabilizar a estrutura, por distorcer a nuvem eletrônica dessa estrutura. Nesse caso, um solvente apolar seria o ideal para manter o estado de transição durante a reação.
Cadeia pequena - Se a cadeia carbônica for pequena, sem ramificações, será mais fácil a aproximação do nucleófilo, para efetuar a ligação com o substrato e formar o estado de transição, sem a necessidade de eliminar antes o grupo abandonador. O mecanismo SN2, portanto, é favorecido.
Efeito indutivo -I - Quando a cadeia carbônica apresenta grupos elétron-atraentes, que "puxam" elétrons para eles, esses elétrons "parcialmente retirados" contribuirão para desestabilizar o carbocátion que possivelmente se forme. Portanto, o mecanismo mais favorecido será o SN2, que não forma carbocátion.
Substituição Nucleofílica monomolecular ou de 1o ordem (SN1) - Nesse tipo de reação, ocorrem dois fatos importantes: formação do carbocátion, eliminando o grupo abandonador (etapa lenta) e ataque nucleofílico (etapa rápida). Nesse mecanismo, a velocidade da reação depende da concentração de apenas um dos reagentes - o substrato. Isso porque a primeira etapa, que é lenta e por isso determina a velocidade da reação, não depende do nucleófilo, pois a formação do carbocátion acontece pela absorção de energia, não envolvendo outras estruturas. Veja um exemplo:
A reação por SN1 origina uma mistura de enantiômeros: ocorre retenção e inversão de configuração. Isso porque o carbocátion tem geometria trigonal plana, oferecendo dois lados para a entrada do nucleófilo. No entanto, a racemização não é completa, e geralmente predomina o enantiômero de configuração invertida. Isto ocorre provavelmente devido ao fato de o haleto, durante sua saída, proteger (por causa das repulsões inter-eletrônicas com o OH-) esse lado do carbono contra o ataque do nucleófilo, que então entra preferencialmente, pela retaguarda.
Veja abaixo alguns fatores que favorecem o mecanismo SN1:
Temperatura - Como no mecanismo SN1 o estado intermediário é um carbocátion, um estado altamente energético, quanto maior a disponibilidade de energia no meio, mais favorecida será a formação desse carbocátion.
Solvente polar - Por possuir carga elétrica, o carbocátion pode ser estabilizado por um solvente polar. A atração eletrostática que as moléculas polares do solvente exercem sobre o carcocátion facilita a formação do carbocátion.
Cadeia ramificada - Se a cadeia carbônica for muito ramificada, criar-se-á uma certa "dificuldade" de aproximação e ligação do nucleófilo com o substrato, ou seja, será mais difícil a formação de um estado de transição. Logo, o mecanismo SN1 será favorecido. Essa dificuldade é denominada impedimento estérico. Atente para o seguinte fato: A molécula volumosa do (CH3)3C - Br tem geometria tetraédrica, de difícil aproximação do nucleófilo para formar o complexo ativado. Porém, com a saída do Br ela adquire uma geometria trigonal plana (carbocátion), menos volumosa, facilitando a entrada do nucleófilo.
Efeito indutivo +I - Quando a cadeia carbônica do carbocátion apresenta grupos elétron-repelentes, ou seja, que "empurram" elétrons para o carbono sp2, esses elétrons contribuirão para estabilizar o carbocátion.
Substituição eletrofílica - Essa reação, típica dos compostos aromáticos, e em sua primeira etapa um dos grupos do substrato é substituído por um reagente eletrófilo.
1o etapa: adição eletrofílica
2o etapa: eliminação
A primeira etapa consiste no ataque do substrato a um eletrófilo , formando um carbocátion. Em seguida o carbocátion elimina um próton (desprotonação), neutralizando a estrutura.
Veja um exemplo:
Substituição por radical livre - Nessa reação, típica de alcanos, o substrato sofre na primeira etapa um ataque por radical livre. Veja um exemplo:
4.3) Reações de Eliminação:
Geralmente, nas reações de eliminação, o substrato tem dois de seus ligantes retirados, formando uma insaturação: B-A-A-C A=A + B + C
Eliminação E1 ou de primeira ordem - O mecanismo E1 tem certa semelhança com a reação SN1. Forma-se um carbocátion na primeira etapa e a velocidade da reação só depende da concentração do substrato. Os fatores que favorecem esse mecanismo são os mesmos que favorecem SN1. Vejamos um exemplo:
Eliminação E2 ou de segunda ordem - O mecanismo E2 tem certa semelhança com a reação SN2. Forma-se um estado intermediário na primeira etapa e a velocidade da reação depende da concentração de ambos os reagentes. Os fatores que favorecem esse mecanismo são os mesmos que favorecem SN2. Vejamos um exemplo:
4.4) Substituição x Eliminação:
Uma comparação importante pode ser feita entre os mecanismos SN e E. Isto porque, sempre existirão, durante uma substituição nucleofílica ou uma eliminação, porcentagens de produtos de substituição e eliminação, em quantidades variadas. Tome como exemplo a reação acima, do 2- bromo butano com o íon hidróxido. Se o OH- atacar o carbono, a reação será de substituição e o produto será um álcool; mas se atacar um hidrogênio, será de eliminação e o produto será um alceno. Tanto maior será a porcentagem de produto de eliminação quanto mais ramificado for o alceno que puder ser formado, devido à estabilidade dos alcenos ramificados. Assim, no caso dos haletos, os haletos primários sofrerão mais rapidamente substituição e os haletos terciários (mais ramificados) sofrerão mais rapidamente eliminação.

fisica

A Lâmpada Elétrica e o Efeito Edison ou Efeito Termiônico. Conforme vimos em alguns verbetes desta série, as primeiras experiências sobre descargas elétricas nos gases rarefeitos foram realizadas pelo físico inglês Michael Faraday (1791-1862), em 1838, ocasião em que observou uma região escura próxima ao eletrodo que se ligava ao pólo positivo (anodo) da fonte de energia elétrica utilizada para provocar a descarga elétrica, região essa que ficou conhecida como espaço escuro de Faraday. Essas experiências foram retomadas, em 1858, pelo matemático e físico alemão Julius Plücker (1801-1868), quando, usando um tubo de Geissler [nome dado pelo próprio Plücker, ao tubo inventado, em 1855, pelo físico alemão Johann Heinrich Wilhelm Geissler (1814-1879)], observou que os ``raios’’ [posteriormente denominados de raios catódicos (``Kathodenstrahlen’’) pelo físico alemão Eugen Goldstein (1850-1931), em 1876] originários do pólo negativo (catodo) podiam ser desviados quando em presença de um campo magnético. Tentando obter um vácuo mais perfeito, o físico inglês William Crookes (1832-1919) construiu, em 1875, uma câmara de vácuo a uma pressão de ar de 75.000 vezes menor do que a encontrada em um tubo de Geissler, no qual adaptou, além do catodo e do anodo, lâminas metálicas para estudar a ``radiação’’ que provinha do catodo. Aliás, Crookes pensava que essa “radiação” era constituída de moléculas “ultra-gasosas” e portadoras de cargas elétricas, consideradas por ele como sendo um “quarto estado da matéria. [H. W. Brock, IN: C. C. Gillispie (Editor), Dictionary of Scientific Biography (Charles Scribner´s, 1981).] Esse dispositivo construído por Crookes ficou conhecido como radiômetro de Crookes. Mais tarde, em 1879 (Philosophical Transactions of the Royal Society 170, pgs. 135; 641), Crookes descobriu o famoso espaço escuro de Crookes, uma região escura próxima do catodo, ao estudar a descarga elétrica nos gases, para o qual adaptou o seu ``radiômetro” para realizar esse estudo. Observe-se que essa adaptação ficou conhecida como ampola de Crookes ou ``ovo elétrico’’. [William Francis Magie, A Source Book in Physics (McGraw-Hill Book Company, Inc., 1935).] A possibilidade de obter vácuo cada vez melhor levou à invenção da lâmpada elétrica, como alternativa para substituir a iluminação a gás, conforme veremos a seguir. Parece haver sido o inventor inglês Joseph Wilson Swan (1824-1914) o primeiro a pensar em iluminação elétrica ao considerar a possibilidade de produzir luz elétrica por meio de carbono (C) e condutores metálicos, em forma de filamento e aquecidos no vácuo. No entanto, para produzir um dispositivo que produzisse aquela iluminação, Swan percebeu que havia três dificuldades: 1) uma fonte elétrica adequada para produzir o aquecimento; 2) o material em forma de filamento capaz de resistir a altas temperaturas; 3) um vácuo capaz de envolver o filamento para que ele não fosse destruído pela atmosfera. Com essa idéia em mente, por volta de 1848, Swan usou papel cortado em tiras, às vezes saturadas de melaço, alcatrão ou outros líquidos, que embrulhava numa massa de carvão em pó e cozia a alta temperatura em um forno de cerâmica. Essas suas experiências duraram vários anos até que, em 18 de dezembro de 1878, ele apresentou, numa reunião da Sociedade Química de Newcastle-on-Tyne, uma lâmpada elétrica com um filamento de carbono colocado no vácuo. É oportuno esclarecer que antes de Swan, alguns tipos de “lâmpada elétrica” haviam sido inventados, como, por exemplo, pelo mecânico alemão Enrique Göbel, em 1854, usando filamentos de bambu incandescentes; e, em 1877, pelo inventor norte-americano W. E. Sawyer trabalhando com filamentos de madeira e de papel. Note-se que Sawyer obteve uma patente dessa sua invenção. [Edward de Bono (Organizador), Uma História das Invenções Desde a Roda até o Computador (Editorial Labor do Brasil S. A., 1975); A Kistner, Historia de la Física (Editorial Labor S. A., 1934).] A procura da iluminação elétrica também foi objeto de pesquisa do inventor norte-americano Thomas Alva Edison (1847-1931). Com efeito, em 1879, ele apresentou sua lâmpada elétrica com filamento de carbono (C) (fio de algodão) incandescente no vácuo, alimentada por corrente contínua gerada por um dínamo ou bateria elétrica, e que permaneceu acesa por 48 horas. Apesar desse imenso sucesso (as outras lâmpadas referidas acima apagavam logo), essa invenção apresentava uma grande desvantagem, pois a lâmpada enegrecia com o uso. Procurando entender essa deficiência de sua lâmpada, Edison descobriu, em 1883, o que viria mais tarde a ser conhecido como efeito termiônico ou efeito Edison. Nesse ano, Edison observou que, em certas condições de vácuo e de certas voltagens, sua lâmpada apresentava um estranho clarão azulado, clarão esse causado por uma inexplicável corrente entre os fios que formavam o filamento da lâmpada. Essa corrente fluía na direção oposta à corrente principal que passava no filamento, ou seja, ia do catodo, carregado negativamente, ao anodo, carregado positivamente. Essa descoberta de Edison sobre o efeito que leva seu nome foi publicada na Engineering, p. 553, em 12 de dezembro de 1884, com o título: A Phenomenon of the Edison Lamp. Aliás, é oportuno anotar que, parece haver sido do físico francês Charles François Du Fay (1698-1739) a primeira observação, em 1733, de que o ar se tornava condutor de eletricidade nas proximidades de metais incandescentes. [Sir Edmund Taylor Whittaker, A History of the Theories of Aether and Electricity: The Classical Theories (Thomas Nelson and Sons, Ltd., 1951); Bernard S. Finn, IN: Gillispie, op. cit..] Com a descoberta do elétron (vide verbete nesta série) pelo físico inglês Sir Joseph John Thomson (1856-1940; PNF, 1906), em 1897, os físicos começaram a desenvolver um tratamento matemático no sentido de entender o efeito Edison. O próprio Thomson, em 1899 (Philosophical Magazine 48, p. 547), mostrou ser aquele efeito decorrente da emissão de elétrons por parte de metais incandescentes. Desse modo, a questão que se colocava era a de saber o valor da corrente desses elétrons termiônicos, ou seja, a chamada corrente termiônica J. Um dos primeiros valores de J foi calculado, em 1902 (Proceedings of the Cambridge Philosophical Society 11, p. 286), pelo físico inglês Sir Owen Willans Richardson (1879-1959; PNF, 1928), ao considerar que os elétrons livres de um metal obedeciam à Estatística de Maxwell-Boltzman (EM-B). Nessa ocasião, ele obteve a expressão: , onde é uma constante a ser determinada experimentalmente para cada material, T é a temperatura absoluta, e é a carga do elétron, é a constante de Boltzmann, e é a função trabalho do material considerado, que se relaciona com a energia necessária para arrancar um elétron de um átomo por intermédio do efeito fotoelétrico (sobre esse efeito, ver verbete nesta série). Logo depois, em 1903 (Philosophical Transactions of the Royal Society A201, p. 497), Richardson apresentou uma série de medidas experimentais comprovando o fator exponencial de sua expressão. Com essas medidas, ele estimou a função trabalho para a platina (Pt) como sendo de 4,1 eV e de 2,6 eV para o sódio (Na). (Lembrar que 1 eV é a energia potencial elétrica de um elétron sob a diferença de potencial de 1 Volt.) Registre-se que a constante pode ser deduzida usando a EM-B. [Max Born, Física Atómica (Fundação Calouste Gulbenkian, 1971).] Ainda em 1903 (Philosophical Transactions of the Royal Society A202, p. 243), o físico inglês Harold Albert Wilson (1874-1964) explicou o efeito termiônico por intermédio de um mecanismo semelhante ao da evaporação gasosa, com o respectivo calor latente de vaporização ( ) calculado pela famosa equação de Clapeyron-Clausius. Observe-se que esta equação foi obtida, independentemente, pelo engenheiro-civil francês Benoit-Pierre-Clapeyron (1799-1864), em 1834 (Journal de l´École Polytechnique 14, p. 190), e pelo físico alemão Rudolf Julius Emmanuel Clausius (1822-1888), em 1850 (Annalen der Physik 79, pgs. 368; 350), ao estudarem a relação entre , a pressão (P) do vapor e a temperatura (T) da transição água-vapor. A equação referida acima é dada por: , onde R é a constante universal dos gases. [Sir Edmund Taylor Whittaker, A History of the Theories of Aether and Electricity: The Modern Theories (1900-1926) (Thomas Nelson and Sons, Ltd., 1953).] Uma nova expressão para J foi obtida, em 1913 (Physical Review 2, p. 329), pelo químico e norte-americano Irving Langmuir (1881-1957; PNQ, 1932) ao estudar a emissão termiônica de elétrons em superfícies metálicas (catodos) incandescentes. Nesse estudo, ele obteve a seguinte expressão: , onde é a constante dielétrica do vácuo, V é o potencial a uma distância x do catodo, e m é a massa do elétron. Observe-se que, como uma expressão análoga a essa, para a corrente iônica, havia sido obtida pelo físico norte-americano Clement Dexter Child (1868-1933), em 1911 [Physical Review (Series I) 32, p. 492], a mesma passou a ser conhecida como a lei de Child-Langmuir, que é a primeira lei não-linear da Física. [Lembrar que a relação entre voltagem (V) e corrente elétrica (I) era dada por uma relação linear, a famosa lei de Ohm (1825): V = R I, onde R significa a resistência elétrica.] Ainda nesse seu estudo, Langmuir demonstrou que: A emissão de elétrons por catodos metálicos incandescentes é uma propriedade do próprio metal de que é feito o catodo, e não apenas um efeito secundário devido à presença do gás no tubo rarefeito. Em 1914 (Philosophical Magazine 28, p. 633), Richardson utilizou a idéia de Wilson e voltou a trabalhar com J, ocasião em que obteve um novo valor para ela, qual seja: , onde A é uma constante e representa o calor latente de vaporização de um gás monoatômico. Essa equação, juntamente como uma expressão analítica para a constante A, foi obtida pelo físico e químico russo-norte-americano Saul Dushman (1883-1954), em trabalho publicado em 1923 (Physical Review 21, p. 623). Nesse trabalho, ele usou a equação de Clapeyron-Clausius e a hipótese de que os elétrons no interior do metal obedecem à EM-B. Desse modo, encontrou para aquela constante o valor: = , onde h é a constante de Planck. Em vista disso, essa equação passou a ser conhecida como equação de Dushman-Richardson (ED-R). Ao concluir este verbete, é oportuno fazer mais alguns comentários sobre o efeito termiônico ou emissão termiônica, como Richardson a chamava. Na segunda metade da década de 1920, o estudo dessa “emissão” foi realizado considerando o metal como sendo um “gás de elétrons”. Com efeito, em 1927 (Naturwissenschaften 15, p. 825), o físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld (1868-1951) deduziu a ED-R usando o modelo de metal [gás degenerado de elétrons que obedece à estatística de Fermi-Dirac (vide verbete nesta série)] proposto pelo físico austro-norte-americano Wolfgang Pauli Junior (1900-1954; PNF, 1945), também em 1927 (Zeitschrift für Physik 41, p. 81). Por sua vez, em trabalhos realizados em 1928 (Zeitschrift für Physik 46, p. 833) e 1929 (Zeitschrift für Physik 30, p. 177), o físico alemão Lothar Wolfgang Nordheim (1899-1985) estudou os metais sob a hipótese de que alguns elétrons metálicos poderiam atravessar a “barreira de potencial” representada pela superfície do metal, mesmo se tivesse energia menor que a altura da barreira. Com essa hipótese [equivalente ao efeito túnel de Gamow-Condon-Gurney (vide verbetes nesta série)], Nordheim demonstrou uma nova expressão para a ED-R: , onde A é o coeficiente de Dushman, G é um parâmetro numérico, é o coeficiente médio de transmissão da parede dado por: , sendo o coeficiente médio de reflexão e representa a relação entre o número médio de elétrons refletidos internamente na superfície do metal e o número médio dos elétrons que a atingem. Usualmente e não necessita ser considerado, mesmo porque existe uma certa dificuldade em determinar experimentalmente o valor de A. Por exemplo, em 1928 (Physical Review 31, pgs. 236; 912), L. A. du Bridge determinou, experimentalmente, que A = para a platina (Pt). Ainda na expressão obtida por Nordheim, representa a função trabalho considerada por Richardson. No entanto, Nordheim admitiu que: , onde é a energia potencial eletrostática entre o interior e o exterior do metal, e é a energia de Fermi, que significa a energia mais alta que, no zero absoluto (T = 0), o elétron pode ocupar em sua distribuição orbital. A emissão termiônica também foi objeto de estudo por parte do físico inglês Sir Ralph Howard Fowler (1889-1944), em trabalhos realizados em 1928 (Proceedings of the Royal Society A118, p. 229) e 1929 (Proceedings of the Royal Society A122; A124, pgs. 36; 699), nos quais, inclusive, considerou G = 2, para levar em conta os dois possíveis estados de spin do elétron: up e down (sobre spin, vide verbete nesta série). Por fim, é interessante ressaltar que, segundo o modelo de Sommerfeld-Nordheim-Fowler, a emissão termiônica se dá por dois efeitos: efeito térmico, devido ao aumento de temperatura; e efeito de campo, devido à ação de um campo elétrico na superfície do metal. Neste último caso, o campo elétrico diminui a barreira de potencial ( ) e o elétron “salta” ou “penetra” na mesma.